Editais e Projetos Por Dançurbana em 12/8/2010 00:01:43 
A Cia. Dançurbana se inscreveu no edital para aqueles que desejam receber benefícios do Fundo Municipal de Incentivo a Cultura (FMIC).
Poderiam ser inscritos projetos nas mais diversas áreas como artes cênicas (com exceção de teatro), artes visuais, audiovisual, artesanato, folclore, manifestações populares, literatura, música, patrimônio cultural, patrimônio documental, biblioteca, publicações de pesquisas e trabalhos referentes à história de Campo Grande.
E também fizemos pra Funart – Prêmio Cultura Hip Hop 2010 – Edição Preto Ghóez uma realização das Secretarias da Identidade e da Diversidade Cultural (SID) e de Cidadania Cultural (SCC) – do Ministério da Cultura -, em parceria com o Instituto Empreender e a Ação Educativa. O objetivo é selecionar ações e experiências de fortalecimento da Cultura Hip Hop em todo o Brasil, onde 135 iniciativas serão premiadas com recursos investidos de R$ 1,7 milhão (R$ 13 mil para cada iniciativa).
A Cia. Dançurbana está na categoria Reconhecimento, onde nessa categoria fala sobre o desenvolvimento do Hip Hop no país, a colaboração que cada iniciativa fez para a cultura Hip Hop.
São 5 categorias ao todo: Reconhecimento, Escola de Rua, Correria, Conhecimento (5º elemento) e conexões.
O interessante é ver a cultura Hip Hop sendo reconhecida, esse meio de se viver, está sendo finalmente valorizado, porque se pensarmos bem, o Hip Hop em si, está em nossa volta, em nosso dia-a-dia, ele é o nosso amigo íntimo, totalmente contemporanêo.
O Resultado do FMIC sai agora dia 15 de agosto, nesse domingo, por isso torçam por nós!!!

Entrevista com Renata Leoni Por Dançurbana em 4/9/2009 11:13:53 Ola pessoal, há muito que não atualizamos nosso blog e hj resolvi fazer isso, e dentre tantas notícias interessantes, achei essa matéria no blog do Coletivo Corpomancia e resolvi traze la para reparti-la com vocês, o texto é de Paula Bueno.
Dia 15 de agosto foi publicada uma entrevista super bacana no jornal O Estado com a Renata Leoni, que é produtora cultural e também coordenadora do Núcleo de Dança da FCMS. Eu adorei a entrevista porque o pensamento dela é muito claro e muito coerente com a sua postura como profissional na área da dança.
Acho que nos dias de hoje não dá pra se falar em formas de pensamento "certas" ou "erradas" e por isso é tão valioso quando alguém se coloca de forma honesta em relação ao seu posicionamento sobre alguns assuntos, porque só assim tem jeito de estabelecer uma discussão.
Enfim, somos muito gratas à Renata, porque ela é uma das poucas pessoas da área da dança aqui do Estado que nos demonstrou apoio*, que olhou para o nosso trabalho de forma generosa, acreditando que a gente poderia fazer um bom trabalho, dando opinião, discutindo, abrindo espaço no Seminário de Dança em 2008 e no lançamento do livro Vozes da Dança e principalmente, estando presente em alguns espetáculos (como é que a gente vai falar da dança do outro se só viu pelo youtube?)
*nota de esclarecimento: dar apoio não é igual a montar um "esquema"; esquema é crime e dizer isso de alguém também é.
Parabéns à Kátia Kuratone, jornalista do O Estado, pela entrevista bem conduzida. Parabéns, Re, pela sua grandiosidade e pela sua capacidade de rever seus conceitos. Pra gente que está começando, é uma luz no fim do túnel e também, um puta exemplo a ser seguido.
Texto escrito por: Paula Bueno

" Homenagem" Por Dançurbana em 25/7/2009 00:34:46
 Na madrugada de Domingo dia 21 de junho, morreu o critico e estudioso de dança Roberto Pereira, por insuficiência respiratória aguda como foi divulgado em diversos sites de dança do Brasil e do Mundo.
Roberto era um profissional de extrema competência e com um olhar singular para todas os movimentos dançantes que via, era sincero demais em suas opinões muitas vezes sendo incisivo e sempre pontual, mas sempre opiniões com muita personalidade e bom senso.
Alias, bom senso era um aspecto que não lhe faltava, falando assim até parece que eu era muito proximo, mas não era, ele foi meu professor de História da dança, em uma das disciplinas da pós graduação de dança realizada pela UCDB, também foi meu professor/incentivador/instigador no curso de investigações coreográficas, realizado em Abril desde ano pela FCMS ( Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul).
E nesta mesma semana, a Dançurbana dançava novamente “ Urbanoídes” no Sesc Horto, e ele junto com sua amiga e parceira de trabalho Esther Weiztman, foram prestigiar o trabalho da cia, me senti lisonjeado pela presença dos dois, personalidades da dança no brasil e do mundo, assistindo o nosso espetáculo, obra de uma cia. jovem que vem tentando conquistar seu espaço, concluída a apresentação ele me disse várias coisas sobre o trabalho que havia assistido, sugestões, críticas, colocações que me fizeram pensar muito e ver tudo que tínhamos feito com um olhar mais crítico e apurado, mais uma vez ele gentilmente colaborando.
Me lembro também que há algum tempo, a primeira crítica positiva que nós recebemos pelo nosso trabalho foi escrita por ele, no Dança Campo Grande de 2007, na estréia da coreografia “Invisíveis”, para alguns uma bobagem, para nós de extrema importância e um impulso para que continuássemos fazendo o trabalho no qual acreditamos.
Então, fica aqui registrada nossa singela homenagem ao ser humano, ao professor, ao artista, ao crítico, ao amigo que tanto colaborou e lutou pela dança em nosso país...
Luz em seu caminho...

Urbanóide de quem? Por Dançurbana em 5/6/2009 21:35:13 What´s in a name? That which we call a rose By any other name would smell as sweet. Shakespeare, Romeo and Juliet
Era hoje ainda quando eu abri minha caixa de e-mail de trabalho e nela tinha uma mensagem do Frank Ejara, assim, pra mim? Era pra gente, pessoas da área da dança daqui de Mato Grosso do Sul. Porra, esse cara, eu conheço o trabalho dele de quando se apresentou na Mostra Contemporânea de Joinville, em 2006, Som do Movimento, aquilo me impressionou.
Mas o motivo do e-mail é dar aviso do seu incômodo com o espetáculo Urbanóides, da Cia Dançurbana daqui de Campo Grande. Ele coloca que tem um espetáculo de 2004 com mesmo título, e que “tem se apresentado em grande circuito bem como o Panorama SESI em 2004” e afirma que “o conceito, tematica e ambientaçao é o mesmo do espetaculo da Cia. Discipulos do Ritmo” e que por isso “percebe-se que a criação do grupo Dançurbana nao é uma criação original”. Junto, enviou: um link do youtube, o release do seu espetáculo e o histórico da sua Cia.
Li primeiro os arquivos para depois assistir o vídeo no youtube, que devia estar congestionado naquele momento e não carregava. Corri pra pegar o programa da 2ª Mostra Terena, que foi quando eu assisti o Urbanóides do Dançurbana. Algumas palavras batem, a temática é mesmo parecida e a ambientação proposta, se comparada não foge uma da outra.
Naquela hora eu lembrei de quando eu dançava na Ginga Cia de Dança, da gente tão contente com a recém-aprovação do projeto de espetáculo Vem Dançar Comigo e dias depois o balde d’água na Mostra de Corumbá com o espetáculo Vem Dançar, da Cia Cisne Negro; dois anos depois, o Ginga resolveu abrir espaço para os bailarinos que tinham projetos coreográficos e criou Um tema para quatro, enquanto no mesmo ano, Deborah Colker estreava 4 por4. Estes dois casos foram um espanto gozado pra todo mundo lá.
Por causa da minha profissão paralela-entrelaçada à dança, eu vivo tendo estes espantos. Eu sou designer e sempre acho que estou criando alguma coisa nova e sempre me dou mal quando acho que sou a única. Em 2006, criei com uma amiga na faculdade um jogo de dança. Em 2008, me reuni com um grupo de bailarinas pra gente dar vida a esse jogo e o transformamos num espetáculo, o Corpomancia. Foi neste mesmo ano que comecei a achar resultado no Google sobre um Jogo Coreográfico, desenvolvido por Lígia Tourinho. A definição deles é assim: “Jogo Coreográfico é uma proposta artística que reúne dança, improvisação e interatividade com base no ato de coreografar e ser coreografado”. E não é assim o Corpomancia? É assim, eu te digo.
A gente chegou aqui na velha questão da arte contemporânea, ao mesmo tempo em que o vídeo do Frank Ejara finalmente carregou no youtube: ainda é possível fazer algo original? Como previsto por mim mesma, por conhecer e acompanhar meu amigo e colega de pós-graduação em dança Marcos Matos, co-diretor do Dançurbana, a versão Frankejariana dos andróides urbanos era diferente da que meus olhos e todo o resto presenciaram no Teatro Prosa em 2008 – assim como Vem Dançar era diferente de Vem Dançar Comigo, 4 por 4 nada lembrava Um tema para quatro e menos o Jogo Coreográfico tem a ver com Corpomancia.
Aliás, veja bem, muito menos é original a conceituação de Frank Ejara para o seu Urbanóides: “Os grandes centros urbanos exercem um poder sobre as pessoas. Na busca de status e fortuna a alma fica em segundo plano. Vivendo como máquinas programadas para o trabalho, o homem segue sua jornada. Uma confusão de sentimentos põe o homem em questionamentos sobre a necessidade da existência da alma. Porém ela é mais forte e sobressai, tomando conta do corpo dando razão a vida”. Este texto serve perfeitamente como possível embasamento para criação do clássico Blade Runner, por exemplo, dirigido por Ridley Scott, que é um filme um ano mais velho que eu e 22 anos à frente do espetáculo de Frank Ejara!!
O nome, a conceituação, a temática e a ambientação são importantes e veja lá, fundamentais pra construção de um espetáculo, mas elas só existem realmente no vamo-vê. Quando a luz acende e você vê o cenário ou só ouve um som rolando e o cheiro daquilo tudo, isto é ambientação. A dança não ta só no papel, ta no pé, e no resto, com a cabeça junto. O release não devia ser só o primeiro passo? E se o nome igual e a proposta parecida foi um susto dos dois lados, quem cai primeiro, e pra que? Texto escrito por Paula Bueno

Integrantes em mutação Por Sandro em 11/5/2009 00:11:29 Caros leitores e seguidores do BLOG,
Hoje vou começar uma série de posts onde os integrantes da Cia. vão descrever pra vocês o que o Dançurbana fez em suas vidas, vamos acompanhar todo o processo de como eram eles antes da dança e o depois... sintam-se a vontade para comentar e divulgar o blog, sempre estaremos aberto a criticas, sugestões e elogios (lógico)! hoje tenho o "depoimento" da Nega, preta, pretinha ou simplesmente, a Ariane...
"Este mundo da dança é tão grandioso e esplendido, que desde quando me conheço por gente sentia uma vontade de estar vivendo e sentindo tudo isso.
O pouco que eu sabia sobre ela, só me dava mais gana, desejo de aprofundar meus conhecimentos e ter o prazer de estar em uma Cia. grande e talentosa.
Comecei a minha jornada na escola, no 2º ano, com 16 anos, o Marcos foi dar aula e formou o grupo, foi maravilhoso, nunca tinha feito nada parecido com o street e era como se meu corpo ja fosse adaptado para aquilo e a vontade só crescia mais, depois de 1 ano e meio o Marcos me chamou pra entrar no D.U., até chorei neste dia, não me arrependo nem um momento de ter aceitado e me esforçado pra continuar, porque foi dificil, ainda é, mas é só ter força de vontade.
As portas do meu futuro estão aqui na Cia., chance de mostrar e aprender muito mais de que eu ja sei e acima de tudo reconhecer meu próprio talento, hoje eu tenho certeza do meu DOM, que é DANÇAR.
A Cia. nos desafia, comove corpo e alma, nos uni como laços de família, dentro de nossas limitações, temos crise, claro!, não somos perfeitos, mas andamos neste caminho, com humildade e determinação pra conquistarmos nosso espaço no mundo da "ARTE".
E eu venho crescendo junto, amadurecendo, reservando meu espaço. Acredito no grupo, acredito nos objetivos dos professores e acredito no que eu faço."

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