"Singulares" por Ralfer Campagna
Por Livia Lopes em 23/6/2012 00:19:13

Integrante da Cia. Dançurbana desde 2010, Ralfer Campagna já participou do espetáculo Urbanóides Remix (2010) e Subversivos (2011), é acadêmico de Educação Física na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e atualmente está no processo do espetáculo "Singulares" (Klauss Vianna 2011), abaixo seus pensamentos sobre o trabalho.


 

O que está achando do processo de “SINGULARES”?

Dinâmico, intenso, perturbador, novo, aproveitoso, cheio de expectativas. É o primeiro espetáculo que participo inteiramente do seu processo de criação e “Singulares” está me mostrando um lado novo que além de trabalhar com o meu corpo, trabalha a minha mente. Interage diretamente comigo, com meus gostos, meus desejos e minhas dificuldades.  Pelo simples fato de ter que estudar, ler, analisar os conceitos e partir para a prática corporal se baseando nisso, acredito que “Singulares” será fundamental para o desenvolvimento do meu ser artista pensante.


 Qual a diferença entre esse processo de criação e uma coreografia?

A diferença entre os dois é mínima dependendo da situação, ao mesmo tempo que pode ser bem grande. O processo de criação se resume em estudar algum tema proposto e relacioná-lo com o algo, como o espaço que vive, uma frase, algo do cotidiano e então o resultado disso, depois de muitos experimentos pode se tornar uma coreografia. Contudo, se for relacionar com a coreografia style da dança de rua, podemos ter um novo pensamento, pois nesta situação a coreografia é uma junção de passos codificados e estereotipados, onde não passa por experimentações.

 

Quais seus medos/anseios/dificuldades em relação ao processo de “SINGULARES”?

“Singulares” me faz lidar comigo mesmo e isso já é um deles, mexendo com minha personalidade, com minhas vontades, com a minha vida e tendo que transmitir isso dizendo quem eu sou, é ruim falar de mim. Também estou enfrentando os meus limites corporais, tentando lapidar o melhor de mim e dando o máximo, sabendo que essas dificuldades insistem em me prender. Falar também é meio complicado, já foi muito mais, mil vezes mais, mas agora consigo me posicionar ao poucos, mas ainda tenho muito que me expor. Criar, improvisar emcima de algo também não está sendo muito fácil, mas estou conseguindo passar por cima disso durante o processo.

 

O que você busca aprender nesse processo?

Muitas coisas mesmo! Quero aprender a sair da minha zona de conforto, de quebrar algumas barreiras com meu corpo, passando por cima dessas limitações e me apropriando delas. Aprender a me conhecer melhor, a saber a falar de mim e a falar de qualquer coisa, me posicionado, me mostrando um ser pensante. Aprender a lidar em grupo e conhecer meus colegas de trabalho realmente. Busco aprender a ser menos ancioso e a enfrentar todos os meus medos.

 









Circulando por escolas de Campo Grande em parceria com a Conectivo Corpomancia pra experimentar, assistir e falar de danças. Projeto aprovado pelo FMIC2011, com previsão de início em março de 2012:


Projeto contemplado pelo Prêmio Funarte Klauss Vianna 2011. Clique nas categorias abaixo eacompanhe o processo:


Plagium? Projeto SESC AMAZONAS DAS ARTES:















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